ARTIGO DE CAPA
Interpretando os Tempos
Evitemos a histeria. As Escrituras devem ser nosso parâmetro.
Por Roy Adams
Há várias versões da lenda sobre o papa e um judeu idoso chamado Moishe.
Note uma delas: Há cerca de um século, o papa decidiu que todos os judeus deviam deixar Roma. Vendo, porém, o alvoroço na comunidade judaica e querendo dar a impressão de que era conciliador, teve uma nova ideia. Ele faria um debate com qualquer judeu que a comunidade judaica escolhesse. Se essa pessoa vencesse o debate, os judeus poderiam ficar. Mas se o papa vencesse, eles teriam que ir embora. Como todos os judeus eruditos e poderosos se recusaram a enfrentar o Golias cristão, a comunidade escolheu um velho zelador chamado Moishe. Embora muito preocupado com suas reduzidas qualidades de oratória, Moishe concordou em debater, mas com uma condição: que o evento acontecesse em total silêncio. Por incrível que pareça, o papa concordou. Quando o grande dia chegou, Moishe e o papa sentaram-se frente a frente. Por um longo minuto, ficaram se observando silenciosamente e imóveis. Finalmente, o papa ergueu a mão e mostrou três dedos. Moishe o encarou e ergueu um dedo. A seguir, o papa fez um círculo ao redor de sua cabeça com o dedo. Moishe apontou firmemente para o chão onde estava sentado. O papa, então, pegou uma hóstia (pão da comunhão) e um cálice de vinho e colocou-os sobre a mesa. Moishe puxou uma maçã e a colocou à sua frente. A essa altura, o papa se levantou e disse: “Eu desisto. Esse homem é muito bom. Os judeus podem ficar.” Após o debate, os cardeais se reuniram ao redor do papa, perguntando o que acontecera.
O papa disse: “Primeiro, eu levantei três dedos para representar a Trindade. Ele respondeu segurando apenas um dedo para me lembrar que há apenas um Deus, comum às nossas religiões. Então, com o dedo, fiz um círculo sobre minha cabeça para mostrar que Deus estava ao nosso redor. Ele respondeu apontando para o chão, mostrando que Deus também estava bem ali, conosco. Peguei o vinho e a hóstia para mostrar que Deus perdoa os nossos pecados. Ele pegou uma maçã para me lembrar do pecado original. Ele tinha uma reposta para cada coisa. O que eu poderia fazer?”
Enquanto isso, a comunidade judaica se amontoou ao redor de Moishe, espantada com o fato de que o velho e inculto zelador fora capaz de fazer o que todos os eruditos achavam impossível. “O que aconteceu?” perguntavam.
“Bem”, disse Moishe, “primeiro, ele levantou três dedos para me dizer que os judeus tinham três dias para sair de Roma. Eu levantei um dedo para dizer-lhe que nenhum de nós sairia. Então, fazendo um círculo sobre sua cabeça, disse-me que essa cidade santa ficaria limpa dos judeus. Eu apontei um dedo para o chão para que ele soubesse que nós ficaríamos exatamente aqui.” − E daí? – perguntou uma senhora. − Eu não sei − disse Moishe. – Ele pegou o lanche dele e eu peguei o meu.
Moral da história: Podemos estar olhando para os mesmos acontecimentos, os mesmos sinais, as mesmas evidências. Mas esses acontecimentos, sinais e evidências estão em silêncio; eles não falam. Geralmente, as interpretações que fazemos resultam de nossas pressuposições pessoais. .” *Todas as referências bíblicas são da Nova Versão Internacional. Roy Adams é editor associado da
Adventist World.
domingo, 2 de agosto de 2009
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